Por que Bolsonaro não tem força no Nordeste?

Texto com intuito de apresentar duas possibilidades de contra-argumentações - que considero pouco exploradas, entre as infinitas. A primeira pretende rebater a falácia de que o nordestino vota motivado por "burrice" ou "ignorância" e segunda retrata o comportamento social do "rouba mas faz" que persiste na perspectiva do eleitor.

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O especialista e cientista político Alberto Carlos Almeida, em entrevista ao programa Manhattan Connection (Globo News), para falar dos seus livros, A cabeça do Brasileiro (2007) e A cabeça do Eleitor (2008), explica que o nordeste vota em peso no PT puramente por questões econômicas.

Fonte: Gazeta do Povo [1].

Além de afirmar que a mudança da cabeça do brasileiro tem muito a ver com a “escolarização da população”, ainda segundo ele: “é uma mudança geracional, na medida em que você troca gerações [7]… gerações mais velhas, menos escolarizadas, são substituídas por gerações mais jovens e mais escolarizadas e você tem essa mudança” [2].

Ao ser provocado, ele complementa, a “avaliação do governo Dilma no nordeste, é maior do que em São Paulo (...) o nordeste cresce muito mais do que São Paulo, então as pessoas votaram baseado no bolso, no interesse próprio, nisso o eleitor nordestino é idêntico ao eleitor paulista” [2].

A crença do “rouba mas faz”

O grandioso Mateus Aleluia disse que "a cultura vem do culto" [3]. Assim como a mentira, a crença, repetida muitas vezes, torna-se uma verdade cultural e, infelizmente, passa a habitar a memória recente do inconsciente coletivo [4] de um povo.

Em 2017, 23% da população declarou aceitar, em algum nível, o político que “rouba mas faz” [5] [8]. Em 2002 eram 62,3% e em 2006 eram 37,3% [6]. A grosso modo, se considerarmos 23% de 210 milhões de pessoas no país, ainda temos 48.3 milhões de pessoas que aceitam e externalizam, conscientemente, o "roubar mas fazer", e por mais que este comportamento lastimável pareça estar diminuindo, 23% ainda é uma proporção considerável.

Isso pode indicar o porquê mesmo com os escândalos de corrupção atribuídos à gestão petista, pessoas da região mantiveram-se fieis. Agregando-se aos benefícios econômicos, a tendência só aumenta.

Claro que também devemos considerar que, além disso, pessoas também enxergaram a manipulação midiática que resultou na injustiça do impeachment de Dilma, assim como outros fatores, em teoria menos impactantes, e ainda assim válidos, como o piadas e discurso preconceituosos em relação aos nordestinos proferidos pelo Bolsonaro e afins.

Caso haja algum argumento que te incomodou, sinta-se à vontade para consultar as referências que estarão muito melhor explicadas do que este texto que pretende introduzir "novas" ideias e aumentar a nossa carteira de argumentações embasadas em dados e não somente em opiniões.

[1] - https://especiais.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2018/resultados/mapa-eleitoral-de-presidente-por-municipios-2turno/
[2] - https://www.youtube.com/watch?v=FlBUcqXWDBE
[3] - https://www.youtube.com/watch?v=lq9RagVaocA (assista com fone de ouvido)
[4] - https://www.pucsp.br/pos/cesima/schenberg/alunos/eduardoaugusto/Incosciente1.htm
[5] - http://datafolha.folha.uol.com.br/opiniaopublica/2017/10/1923935-maioria-rejeita-rouba-mas-faz.shtml
[6] - https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-62762013000200004&lng=pt&tlng=pt
[7] - https://www.youtube.com/watch?v=2hwz7-MqumE
[8] - https://exame.com/brasil/23-dos-brasileiros-acredita-no-rouba-mas-faz-diz-pesquisa/

Marios Bros e nossos esgotos internos.

Foda.



Quando eu jogava essas fases que era preciso MATAR Yoshi pra poder "vencer" me dava um fucking peso da consciência do caralho. Eu me sentia intimamente mal. Como assim? matar um amigo? um parceiro que me carrega nas costas?

De tanto procurar soluções pra não ser necessária tal ação, e depois de morrer algumas vezes, eu me rendia à necessidade de passar de fase, derrotar o último chefão e zerar o jogo.

É incrível como as "metas" são incutidas inconscientemente em nosso cérebro para a naturalização da desdiferenciação, que segundo o dicionário informal é: ação de regressar a uma condição primitiva. Ou seja, um câncer moderno em metástase no país.

A morte da Política.

Quando comecei a compreender o que é política percebi que o campo político é o lugar do distinto, do contraditório, da divergência.



A partir dessas *divergências* constroem-se relações de convivência e tolerância, assim, o mais difícil é tolerar além de determinados limites, do que nos é mais precioso, significativo, indispensável.

Lembrei de todos os momentos (no campo político) em que um mal estar tomava conta da minha alma de modo que não conseguia reconhecer a causa: era o oportunismo... e a morte da política.

Esta frase me transmutou. Levou-me a um estado de reflexão suprema (obrigado Victor Galdino).

Lembrei de todos os momentos (no campo político) em que um mal estar tomava conta da minha alma de modo que não conseguia reconhecer a causa, era o oportunismo: e a morte da política.

Quando leio diversas autoridades e instituições: STF, líderes do Senado, da Câmara, governadores, especialistas, o Ministro da Saúde, OMS, presidentes de todos os países, etc. tendo que se pronunciar porque temos um dos seres mais execráveis da terra como presidente, percebo além disto.

Bolsonaro e seu filhos, além de serem assassinos de corpos - e vidas - são assassinos políticos.

O que fazer no campo político, quando a própria política não existe mais? Como lidar com seres execráveis, seres da pior espécie? Como lidar quando utilizam estratégias deploráveis que implodem a fé e sacrificam a esperança?

Estamos diante de uma quadrilha de terroristas que riem, gozam e estupram a democracia e a República.

O vírus mais letal deste país se chama bolsonarismo.





Lógica Doentia da Máfia Estalinista da UJS na UFRJ

Compartilho o excelente, engraçado e realista texto do Victor Galdino pois acredito ser histórico e bastante revelador:

"vou contar uma pequena história para vocês verem como é a lógica doentia da máfia estalinista da ujs (e seus pets da juventude do pt).



já tem uns sete ou oito anos (e só falo até onde vai minha memória) que a associação de pós-graduandos da ufrj funciona da seguinte maneira no que diz respeito às eleições: por uma questão formal, uma chapa é criada com todas as pessoas que aceitam fazer o trabalho voluntário e as pessoas votam nela (ou não). e quem quiser se incorporar à "direção" depois disso só precisa solicitar inclusão (que deve ser aprovada em uma assembleia). e os motivos são muito simples: é difícil achar quem queira fazer esse trabalho, então tem que montar uma "direção" basicamente implorando pra alguém levantar o braço e dizer "eu aceito". foi assim que eu eventualmente me tornei parte da "direção".

O revolutivo do ser.

Para o entendimento profundo deste texto se faz necessário ler os textos complementares, já linkados, e, principalmente, assistir o vídeo da Viviane Mosé. Em tempos de 144 caracteres e busca pela rapidez exacerbada, este texto segue a contra-mão. É algo para se deleitar no tempo que for necessário, com calma, reflexão e paciência. Garanto que após esta imersão você sairá diferente.

Entre as reflexões intensas que nutro constantemente sobre a evolução e a revolução, e por acreditar veementemente no poder da palavra como um agente ativo que também molda uma Cultura, influencia comportamentos e, por consequência, atua nas mudanças sociais e políticas; vou tentar costurar um raciocínio em prol dessa narrativa.

Experiência com a Ayahuasca

Eis que encontro a recomendação de um amigo para o preenchimento de um questionário científico sobre a ayahuasca. Ao me deparar com uma pergunta, achei que caberia uma postagem aqui.

A imagem pode conter: texto


Instalar pacote pelo yaourt sem verificar PGP nem checksum no Arch Linux

Depois de muito sofrer pra instalar o ncurses5-compat-libs 6.0+20170902-1 descobri uma solução.

Tava dando erro de PGP, até aí beleza, vou no PKGBUILD, cato o IDKEY, atualizo a chave PGP com C52048C0C0748FEE227D47A2702353E0F7E48EDB

$ gpg --recv-keys C52048C0C0748FEE227D47A2702353E0F7E48EDB

E mesmo assim a merda não funciona. Solução?

yaourt --m-arg --skipchecksums --m-arg --skippgpcheck -Sb ncurses5-compat-libs 6.0+20170902-1

Tem hora que bypassar é o melhor caminho.

Fonte: https://github.com/archlinuxfr/yaourt/issues/108

Preciso fazer um poema



Minh’alma pequena enxerga um tema,
florescem dilemas, mas nada me vem…
Do nada um suspiro; encontro um papiro.
Num instante altivo... e tudo advêm.

São tantos os aflitos, tristezas, não-ditos.
É doce o conflito que amarga o desdém.
Por que o profundo não chega no mundo?
O estático é imundo, e o inerte também.

Palavras medidas? Espúrias! Regidas!
Se tornam fingidas. Não enganam ninguém.
O ego em seu ísmo perverte o lirismo.
Vaidade é um abismo que nada provém.

Os dias fictícios são como hospícios.
Tome um comprimido que afaga o refém.
Fulgor esvaído... queimado, contido
Tal sol em solstício que aquece aquém.

Estrofe polida, poesia atrevida,
mensagem esvaída… dissipa e intervêm.
Semente dispersa, regada e aberta
Consciência liberta, por si só se tem.

O verso sentido, orgânico, fluido,
autopropelido; exala e faz bem.
Listado os indícios, escrevo o início.
Arte é o artifício que a cura detém.

Qual a diferença entre ser radical e ser extremista?

É preciso salientar que as definições que apresento neste texto segue uma lógica oriunda da matemática, etimologia e até da arte. Não sendo, portanto, ainda, consenso por definição clássica.

O dicionário Michaelis define extremismo como:



Podemos observar que, a partir da perspectiva do senso comum, mais uma vez o dicionário está equivocado. Associar extremismo com radicalismo é um erro tremendo, e lhes direi porquê.