Atualização do Arch Linux + Gnome 3 desabilitou toque para clicar do touchpad

Como é de costume, atualizei meu Arch Linux lindo leve e solto, só que, infelizmente, o "tap-to-click" (toque para clicar) parou de funcionar. Isso implica, também, que a opção sumiu do painel de controle do Gnome 3!

A solução basicamente é desinstalar o xf86-input-synaptics e instalar o xf86-input-libinput
sudo pacman -R xf86-input-synaptics
sudo pacman -Sy xf86-input-libinput

Fonte:  https://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=213795

Viver sem um toque para clicar, nos dias de hoje?
A vida é muito curta para fazermos força ao clicar em algo, dá não.

Jambo Doce



Ao bailar no tango, Outono...
Faço em ti bolero lento.
Em tuas curvas: língua em mambo
faz justiça em prazer pleno.

A história contada nos livros e a verdade absoluta.

O surgimento da história veio da escrita, dos registros (a)temporais, dos "fatos" como prova. Alguns desses "fatos", foram escritos por observadores, testemunhas, pessoas que viveram a época, a história. São por esses que a história é construída.

Ser solidário, partidário ou ser otário?

Ontem, ao pedir um salgado na lanchonete do IM, um velho ao ler o que tinha estampado na minha camisa, perguntou:
– Engenharia popular e solidária? Como assim? Você é cotista?
Respondi sem expressar nenhum julgamento, com um semblante e tom de voz ainda amigável:
– Não, estudei numa deficiente escola particular em Cajazeiras, um dos bairros mais pobres de Salvador, já ouviu falar?



– Já, Cajazeiras virou uma cidade... como assim engenharia solidária? Que engenharia você faz?
– Elétrica. O solidarismo está em levar o conhecimento das engenharias, que é uma área estupidamente elitista, para as favelas... tornar acessível para as pessoas. Principalmente as que mais precisam, torná-la popular e desmistificar...

Neste momento ele interrompeu meu discurso de forma nada educada:
– Você é petista?
– Não, qual a relação disso com o PT?

O Andar do Bêbado: um dos melhores livros que já li na vida.

Muitos meses se passaram, até que hoje, uma quinta-feira de carnaval, eu concluísse um dos melhores livros que já li na vida: O Andar do Bêbado - por Leonard Mlodinow.

Classifico-me como excessivamente lento ao ler determinadas obras. Entretanto esta, em particular, merece ser apreciada e digerida com a calma de quem usa o hashi pela primeira vez. Existe literatura para fazer rir, entreter, distrair, fazer viajar e refletir; O Andar do Bêbado consegue, de uma só vez, fazer tudo isso e mais um pouco.

Algumas anotações sobre aprendizados relevantes oriundos do livro :)

O doce ser na amizade.

Se reclamo desta vida, não reclamo da amizade.
Minha história, tão sofrida: o meu eu, e a tempestade...
sendo aos poucos dissolvida, pelo apoio e a bondade
dos amigos e amigas, que cediam-me sanidade.
Na loucura dividida... riso, ombro, mocidade...
Tantas lágrimas corridas, tanta dor... fragilidade.
Quando não vi a saída, fui guiado com humildade
Tanta angústia foi ouvida com amor e acuidade.
Caminho segue, revolvido. Vida vai, fica saudade.
Anos passam, oprimidos; se restauram na igualdade
do reencontro comovido: é metade com metade.
Do abraço, do sorriso, do fundir a unicidade.
Pensamento transferido? Só se dá com afinidade.
Tudo torna-se entendido, num segundo a lealdade.
Transmimento tão preciso... doce olhar à claridade.
Não se passa pelo ouvido, clama a Luz-mentalidade.
Pelo cosmos foi ungida. Preso estar, por liberdade.
Não é mesmo dessa vida, torna-se-á com infinidade.
Cada “acaso” foi provido pela luz da eternidade.
Tenho neles a família que perdi na puberdade.
Obrigado, meus amigos. Trago em mim frugalidade.
Agradeço comovido: tanto amor com integridade...
Do carinho, do preciso, da energia a irmandade.
Com vocês, há completude, gratidão e divindade.

Duelo perdido?

Defronte ao monstro, pensei: "E então..."
Segundos fizeram enxergá-lo melhor
Olhando o terreno, dá até pra fugir!
Pensando melhor... prefiro encarar.
O duelo começa! Avanço alguns passos
Encaixo o escudo... é firme o bastante...
Seguro em um golpe, seguro em dois!
No terceiro, esquivo... poeira se faz
— Maldita poeira, preciso enxergar!
Escuto os seus passos, não foi desta vez!
Concentro no golpe... e lanço ao ar!
Tentando tentado... maldita avidez!
E então, a fadiga... minha guarda se abriu...
O corte foi fundo!
Que dor!
Morbidez!
"— Acabada a sessão"... o tempo desfez.
Aflito, confuso ... "— Até uma outra vez".

Eu deixo o divã, chorando por dentro,
pois não houve tempo de por para fora.
O monstro, então, morrerá afogado,
com prantos que não saíram, no agora.

Você já assistiu o filme Human?

É de longe, o melhor documentário que já assisti na vida, e acho difícil até o término da minha existência outra coisa conseguir superar.

A força lá contida é capaz de fazer qualquer cabeça, qualquer mente, qualquer cultura, se reavaliar quanto indivíduo, crenças e valores. É um soco no estômago dado com o mais puro e perfeito amor, e pode isso? Assista.

São três filmes, demorei mais de um mês digerindo o primeiro. Assisti o segundo há algumas semanas e não sei quando verei o terceiro.



Ao meu ver, só existem dois tipos de arte: a arte que me toca, e a arte que não me sinto mudar, não sensibiliza. O engraçado, por exemplo no cinema, é que alguns filmes aclamados pela crítica tem meu desprezo; não por serem ruins, mas por eu já ter chegado nele, com o que ele queria passar.

Human é uma obra prima da contemporaneidade, é uma fonte na qual, todo ser humano, deveria beber de tempo em tempo.

Finalmente alguém construiu algo que excede a compreensão humana, uma obra digna dos grandes filósofos, de quem nos fez e faz refletir pra sermos cada vez melhores.

Human é muito mais que um filme, com uma fotografia perfeita, não só do planeta, mas da nitidez abstrata da contradição convicta da nossa condição humana.

Algo pra ser aclamado por esta e pelas próximas gerações. Livre, leve e gracioso, ao nosso alcance, de graça, no YouTube.

DILMA E O VENTO ESTOCADO. É possível estocar "vento"? Sim, por incrível que pareça :O

[update] - De um dia pro outro essa postagem rendeu mais de 150 comentários, manterei o texto original, que por si só, já está ótimo. Acredito que consegui expressar muito bem o que queria passar.

Vou excluir comentários repetidos, ignorar os comentários dos analfabetos funcionais e acrescentar, no fim desta postagem, o que acho que valha.

-- texto original --

Depois de RIR TONELADAS com o pronunciamento da nossa presidenta, cheguei a postar nos grupos de Eng. Elétrica que participo:

"Alguém sabe onde posso me especializar na estocagem de vento? Tem alguma pesquisa disso na Poli?" (risos e mais risos)

"Isso é o que dá político querer falar de geração de energia e Física. Fica a dica pra nós quando formos falar de política. Tem que estudar! Tem que estudar!"



É óbvio que dá uma enorme estranheza tratar o vento como se trata a água. Parece realmente uma gafe épica, tanto é que ri toneladas e fiz muita chacota... pra Física tudo se trata de força e torque, e, de forma superficial, se mostra quase impossível comparar o uso das gerações de energia levando em conta a estocagem.

Porém, estou PASMO, de CARA, ESTUPEFATO. É possível estocar vento!

Bitcoin como futuro e protocolo como marco na história da humanidade.

No artigo “The Future of the Web Looks a Lot Like Bitcoin”, o cientista americano Morgen E. Peck, escreve pro IEEE e ressalta a revolução que esta moeda virtual fincou no planeta.



É uma nova forma de transação financeira, descentralizada, rápida, transparente, livre e segura. Algo que, segundo o autor, pode substituir Wall Street e as companhias de seguro. Todos os canais digitais estão prestes a sofrer uma mudança radical de como lidam com o dinheiro, com possibilidades infinitas.