O sucesso humano é avaliado por métodos primitivos.

Aleatoriamente leio um desabafo de uma amiga nas redes sociais: “como assim, a perda de um jogo fez o técnico ser demitido?”, independente de outras nuances que motivaram a demissão do técnico, algo mais profundo foi captado por ela: a sociedade é imediatista, os indivíduos são imediatistas.



O imediatismo é uma postura primitiva por natureza. Se relaciona com a racionalidade a mera luz da ignorância, e o pior: o imediatismo está no futebol, no trabalho, na política, e, consequentemente, em todas as relações sociais.

Por que postura primitiva?

Os laços que nos afetam - os amigos, e os amigos dos seus amigos.

 No filme Na Natureza Selvagem, o jovem Christopher McCandless se rebela contra a família e parte, sem avisar ninguém, para uma aventura pelos Estados Unidos. Coloca fogo em seu dinheiro, abandona o carro e segue pedindo carona, contando com a ajuda de desconhecidos. Seu objetivo é chegar ao Alasca, onde pretende viver a maior das aventuras: ficar, finalmente, sozinho, longe da hipocrisia das pessoas. Chris atinge seu objetivo e chega a uma floresta coberta de neve, onde vive só por semanas.



Tê-la

Ter-te em mim, é ter-me em brasa.
Combustão em corpo e alma,
floreada chama externa.

Ter-te aqui, é ter-me em casa.
No teu peito, existo em calma...
paz em cura, cura interna.

Ter-te assim, é ter-me em causa.
Meu anseio, em ti, espalma
e a volúpia faz-se terna.

Ter-te enfim, é ter-me em valsa.
Rosto em rosto, palma em palma,
e a paixão se faz eterna.

A start job is running for sys-subsystem-net-devices-eth0.device Arch Linux

Se teu computador tá demorando 1 minuto e 30 segundos pra ligar depois de alguma atualização do Arch,

Com o erro: A start job is running for sys-subsystem-net-devices-eth0.device (XXs / 1min 30s)

Tente desabilitar o serviço do DHCP na inicialização.

sudo systemctl disable dhcpcd@eth0.service

Aqui funcionou =)


Reencarnação


Em toda dor, há um porquê.
E no porquê, algum sentido.
E no sentir, ensinamento.
E no aprender, evolução.

Há na aflição, um "não querer".
No "não querer"... admitido.
No refletir, clareamento.
No enxergar, evolução.

Há no tormento, o que ocorrer.
Ao malsofrer, do combalido.
Ao combalir, entendimento.
Ao levantar, evolução.

Há na angústia, um "não saber".
Do "não saber"... comprometido.
Do progredir, discernimento.
Do caminhar, evolução.

E há na morte, um socorrer.
No amparar, do assistido.
Ao assistir, renascimento.
Do renascer: reencarnação.

Alice


Lá no alto vejo uma rosa.
Bem no topo da montanha.
Canta a vida! Majestosa!
Abre os olhos? Já se acanha.

Volta ao timbre... flor formosa.
Reluzindo doce em cura.
Quieta, pura, carinhosa,
aduzindo-me à loucura.

Samba, pop, reggae, bossa.
Qualquer música se banha,
na verdade poderosa,
que comove, com façanha.

Boca em carne, verso em prosa.
Som da mais fina doçura.
Transcedente, milagrosa,
Arte em digna fissura.

Atualização do Arch Linux + Gnome 3 desabilitou toque para clicar do touchpad

Como é de costume, atualizei meu Arch Linux lindo leve e solto, só que, infelizmente, o "tap-to-click" (toque para clicar) parou de funcionar. Isso implica, também, que a opção sumiu do painel de controle do Gnome 3!

A solução basicamente é desinstalar o xf86-input-synaptics e instalar o xf86-input-libinput
sudo pacman -R xf86-input-synaptics
sudo pacman -Sy xf86-input-libinput

Fonte:  https://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=213795

Viver sem um toque para clicar, nos dias de hoje?
A vida é muito curta para fazermos força ao clicar em algo, dá não.

Jambo Doce



Ao bailar no tango, Outono...
Faço em ti bolero lento.
Em tuas curvas: língua em mambo
faz justiça em prazer pleno.

A história contada nos livros e a verdade absoluta.

O surgimento da história veio da escrita, dos registros (a)temporais, dos "fatos" como prova. Alguns desses "fatos", foram escritos por observadores, testemunhas, pessoas que viveram a época, a história. São por esses que a história é construída.

Ser solidário, partidário ou ser otário?

Ontem, ao pedir um salgado na lanchonete do IM, um velho ao ler o que tinha estampado na minha camisa, perguntou:
– Engenharia popular e solidária? Como assim? Você é cotista?
Respondi sem expressar nenhum julgamento, com um semblante e tom de voz ainda amigável:
– Não, estudei numa deficiente escola particular em Cajazeiras, um dos bairros mais pobres de Salvador, já ouviu falar?



– Já, Cajazeiras virou uma cidade... como assim engenharia solidária? Que engenharia você faz?
– Elétrica. O solidarismo está em levar o conhecimento das engenharias, que é uma área estupidamente elitista, para as favelas... tornar acessível para as pessoas. Principalmente as que mais precisam, torná-la popular e desmistificar...

Neste momento ele interrompeu meu discurso de forma nada educada:
– Você é petista?
– Não, qual a relação disso com o PT?