Regência

Fonte: PH

Num certo final da tarde.
Pessoas, em gozo ao astro,
atentas ao sol adestro
que põe-se, em quem se guarde.

As ondas vêm sem alarde.
Em série que deixa rastro.
O vento foi-se em sequestro.
No morro, que se resguarde.

No peito, o amor que arde.
O surf em minh'alma é lastro.
Na vida, tal qual maestro
que rege o bravo em covarde.

A autoafirmação

Prezados leitores e leitoras,

Essa é uma daquelas histórias que vão entrar para o rol das obras que transcendem o entendimento deste mundo e dos acessos às dimensões.

Uma história que tem a transição de mundos algo possível a partir de uma referência pseudo-científica da conscienciologia, ou até mesmo espírita, e que em nada condiz com qualquer teoria séria e consolidada da própria Ciência... mesmo que possuam elementos para compor a narrativa. Em outras palavras: não confundam ficção com a realidade: Matrix, O Mito da Caverna de Platão e até a própria Bíblia estão nesta mesma classe. Sabemos que a Ciência apresenta o entendimento e a realidade possível para uma época e está tudo bem ser assim. A evolução é progressiva e caminha em seu próprio tempo e ritmo.

Devemos ter em mente que não cabe a qualquer grupo de pessoas que possuem um entendimento um pouco maior que a média, exigir que a média o siga, isso é imposição, fere o livre-arbítrio e o tempo de cada um.

Diálogo Interno

Você já passou por algum momento no qual existe um diálogo interno tão intenso que até parece que são duas pessoas discutindo? duas consciências debatendo? momento que o diálogo interno ao narrar a disputa pela escolha de uma palavra para um texto, por exemplo, é algo tão debatido que só sendo entre duas consciências distintas para durar tanto? Vamos ao ponto: quando é uma negociação interna, completamente individual, esse processo é rápido porque somos muito bons em nos auto-enganarmos.

Voltamos ao livre-arbítrio pois a própria relação do exercício deste obriga o reconhecimento de quando uma comunicação entre consciências acontece e quando não. Ou seja: quando é algo que sabemos que a origem é nossa própria consciência e às vezes não. Esses pensamentos são a materialização do processo mediúnico. E a totalidade da experiência está sob uma vivência auto-investigativa e, portanto, pseudo-científica e empírica.

Identificar o fenômeno deveria ser suficiente para nos autoafirmar.

Se você sente o que descrevi aqui: saia do armário (risos). A evolução precisa de mais pessoas autoafirmadas. Podemos evoluir juntos, caso tenha que ser.

Existem diversas formas de amadurecer esse conhecimento transcendental: religiões, grupos de estudos, arte terapia, substâncias enteógenas e congêneres.

Um adendo: tenha cuidado com seitas. Elas existem e podem ser muito malvadas. Deixe de frequentar no instante em que você se tocar que pode estar em uma seita (porque provavelmente é). De todo modo, a ciência já conseguiu mapear com excelência como identificá-las. Com esse conhecimento fica muito mais fácil.

Assim, reforço meu apelo: se você entendeu e já sentiu algo parecido com o que descrevi aqui: esse diálogo interno entre consciências; autoafirme os fenômenos! Estude-os e vamos pautando e normalizando aos poucos o que deveria ser enxergado como natural.

A homogeneidade às vezes consegue ser opressiva. Viva o heterogêneo. Viva cada vez mais e melhor. Cada segundo, em cada encarnação, é um presente heterogêneo em possibilidades nas quais até o tempo é relativo.

Aproveitemos.

Carinhosamente,

Man

Salvador, 07 de setembro de 2022.

Sentido emergente

Bendito é o toque
que acolhe prudente,
ama e se esparrama,
no afeto presente.

Bendito é o ouvir
que vibra potente,
ama e se aclama...
e escuta urgente.

Bendito é o cheiro
que age imponente,
ama e se proclama,
no olfato vigente.

Bendito é o olhar
que atua latente,
ama e se exclama...
e avista ciente.

Bendito é o sabor
que nutre fervente,
ama e se derrama,
no gosto ardente.

Bendito é o agir
que atua veemente,
ama e se programa...
e atua consciente.

Bendito é o desejo
que reina servente,
ama e se conclama,
no zelo regente.

Bendito é o falar
que cala e consente,
ama e se declama...
e diz o que sente.

Como obter um registro antropológico de toda uma época.

Existem obras das quais acredito que servirão para descrever uma fotografia de almas (e vidas) da sociedade em um determinado período histórico.

Irmandade Brasmorra é uma dessas obras.

 

 

Ao mergulhar na amálgama da vida sofrida das pessoas que se encontravam em situação de extrema pobreza, em um país naturalmente rico e autossuficiente em produção de comida, a obra prova a sua suprema capacidade em transmutar ondas sonoras em agentes doutrinadores do amor e cria um registro antropológico de uma valiosa época.

As músicas Povo da Maré, Pobre Educação, Peixe Sem Rio ou Viver de Aparência são fotografias exumáveis do acontecimento de um tempo em que o capitalismo e todos os seus vícios reinam e estão, ainda e infelizmente, em ascensão.

Apesar do apelo quase religioso para a figura Cristo, de um purismo radical que tangencia o utópico - e nem por isso é necessariamente ruim - e do rechaçamento da força policial que de tão forte confunde a polícia com o próprio Estado, além de outras colocações um tanto quanto ingênuas (e tudo bem); Irmandade Brasmorra prospera em aceitar a essência do espírito ao invés da matéria, da sociedade unida como força motriz para um mundo melhor e da divisão de classes como uma possível consequência da desigualdade social. É uma obra maravilhosa, ouçam.

Ucrânia: se atrapalha o equilíbrio do capital tem super sensibilização da mídia.

Existem reclamações contundentes quanto à super sensibilização das Grandes Mídias do ocidente em relação à invasão da Rússia à Ucrânia e destas surgem listas com diversos conflitos entre países que não recebem o mesmo nível de atenção.

Uma matéria da britânica BBC traz "sete conflitos sangrentos no mundo de hoje que causam enorme sofrimento humano mas que nem sempre recebem a mesma atenção tanto do noticiário internacional como de governos estrangeiros". Perceba o eufemismo e deturpação da realidade no uso da expressão nem sempre quando a realidade poderia ser facilmente expressa com um quase nunca.

Aniversário e os ciclos em função das reflexões pertinentes...

Quando li um texto que atribuem erroneamente ao Carlos Drummond de Andrade - como muitos textos que se popularizam pela internet - percebi que ainda assim o tal carrega um notável grau de contemplação com mensagens subliminares dignas de um razoável aprofundamento, segue o texto:

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente...

Para você, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada. Para você, Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que puder sorrir. Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano, desejo que os amigos sejam mais cúmplices, que sua família esteja mais unida, que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas... Mas nada seria suficiente... Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. Desejos grandes... e que eles possam te mover a cada minuto, no rumo da sua FELICIDADE!

Existem alguns indícios que a reflexão, oriunda do inconsciente coletivo, pertinente ao ciclo que chamamos de "virada do ano", gira em torno de aspectos gerais da existência humana com uma certa influência semiótica da industrialização e, consequentemente da esperança exausta como um trabalhador em um trabalho deturpado em emprego, como condição da existência.

Adaptado de Pixabay.

Para além do "milagre" da renovação, tem-se uma perspectiva de sonho realizado, o amor esperado, transformados em metas, finitas, no particípio passado; pois quando realizado e esperado não se consumam em si, por si só, no dia a dia, como funções recursivas nelas próprias, com influência da esperança.

A coitada e exausta esperança é o esperado - também no particípio passado - que precisa se renovar e se torna uma mão-de-obra, um objeto finito, desta vida, limitada. Afinal, a utopia de uma sociedade justa - e portanto perfeita - é irrealizável, completamente fora do espectro da esperança industrializada.

Com pitadas daquela romantização da alegria que só se realiza com sorriso - excluindo a alegria irrestrita e arrebatadora que provoca o choro; e, claro: somente com as cores desta vida e as músicas que puderem emocionar, porque toda forma de arte que transcende a emoção e esta existência é desnecessária. Será?

Então, finalmente o texto expande a reflexão para amizades que tangenciam uma forma de aceitação, e portanto de amar, na cumplicidade de aceitar os defeitos que só uma verdadeira amizade carrega, assim como ressalta a relevância / importância da união familiar e, ainda na profundeza de um pires, uma vida mais vivida na coletividade (aleluia).

Encerra projetando desejos, "grandes", que movam para a tal felicidade-clichê por estar, mais uma vez, em um ponto, lugar, finito. Afastada da felicidade real, que se faz no trajeto, incompleta em si mesma, que depende da infelicidade para existir, do contraste, dos dias ruins, dos altos e baixos, das oscilações de humor, do incerto, da ansiedade, da falta de controle, da individuação, da limpeza dos nossos esgotos internos.

Como é quase impossível ressignificar e lutar contra a essência da exploração humana (o capitalismo) e suas influencias subliminares que se popularizam para completar as faltas que nos movem, proponho o aniversário (do ano, ou nosso) como data de um ciclo que remeta à uma reflexão interna, em função de reflexões pertinentes, profundas, intensas, que fujam da necessidade do champagne, da compra, do presente e até mesmo do tempo.

Reflexões em que a busca seja infinita em magnitude, direção e sentido. Não esteja em um ponto, um lugar, se faça em todas as dimensões, seja todos os campos vetoriais, em todos os corpos. Esteja em valores, conexões, sentido de vida, ocupações, existências; Esteja no legado interior, em restaurar, em perdoar, em renovar o íntimo, na autocrítica madura, no fazer alinhado ao discurso, no exercício do amor próprio como propulsor do amor incondicional à humanidade - pois é impossível o inverso.

Que a busca esteja sempre em ciclos de funções complexas, não-lineares, caóticas e estáveis. Nas reflexões que realmente valham e que estejam na essência do eterno e do imortal.

Liberdade (de expressão) não é libertinagem e punição não é censura.

Fonte: autoral.

De forma recorrente o debate da liberdade de expressão submerge sem trazer consigo a profundidade do tema. Se faz necessário que sejamos radicais, então vamos investigar um pouquinho algumas linhas tênues que separam os equívocos acerca da discussão. Como é de costume, esse texto fará um uso excessivo do pai das pessoas inteligentes: o Dicionário e o estudo das palavras.

Primeiro vamos resgatar, neste contexto, em sua base canônica, o que é censura.

  • censura
    1. ação ou efeito de censurar.
    2. análise, feita por censor, de trabalhos artísticos, informativos etc, com base em critérios morais ou políticos, para julgar a conveniência de sua liberação à exibição pública, publicação ou divulgação.

Agora o que é punição.
  • punição
    1. qualquer forma de castigo que se impõe a alguém por falta cometida.
    2. pena determinada por um juiz a quem cometeu um crime.
Imediatamente percebe-se que existe um sutil fator temporal que diferencia as duas situações: o ato de censurar implica que houve um planejamento ANTERIOR para contenção do conteúdo. Já punir é uma ação cometida APÓS um dado ato. Ou seja: se em plena pandemia um imbecil bosteja inverdades sobre a vacina e a inverdade foi rechaçada e excluída em qualquer rede social, não houve censura, houve punição pelo uso indevido da liberdade de expressão. Ué, como assim?

Ângulos Alternos


Como uma marca feita num instante,
ao bel prazer, memória cintilante,
provém da dor, do riso e do fraterno.

Quando ao nascer, respira sossegado.
Com estranheza em colo aconchegado,
expande assim, hormônios ao materno.

Vem da infância o cheiro e o sabor,
do quente ao frio, do límpido pudor,
do atrevido, tímido e etéreo.

E as sinapses correm a flutuar.
O inconsciente paira a retumbar
na autoridade do impor paterno.

Enquanto o olhar do outro é hesitante,
e faz brotar o ego ignorante,
recalca a dor e a guarda no interno.

Do doce ao fel, bagaço que mói cana,
melaço azedo em prova de gincana;
do ser criança, inóspito inverno.

Na adolescência, gritas transmutado.
O adultecer que frusta o recrutado
do anti-sistema, vulgo pós-moderno.

O que se tem é um sonho delirado,
de se importar com o externo inconformado,
que quer perpétuo o arquétipo no inferno.

Conflituoso? voltas ao passado!
E das memórias brotam os pecados...
e a punição destrói o confraterno.

Viaja ao tempo, a luz da nostalgia,
ao recordar lembrança em letargia,
estando a ela, tal qual subalterno.

O recordar - com o tempo - faz constante.
Ao oscilar no agora e no passante,
o ontem e o hoje: ângulos alternos.

Até que um sopro mata a ignorância,
e o que era turvo, torna-se esperança
de refazer a vida em tom superno.

Muda o olhar, o ouvir e a linguagem.
As cicatrizes tornam tatuagens
com forma em riso, flores em aderno.

O Eu se torna firme e cativante
Ao maturar, enxerga-se perante
do seu caminho, vívido e eterno.

A mecânica das palavras.

As palavras são como engrenagens que na medida que são inseridas na máquina da vida, com suas magnitudes e densidades, fazem girar esta necessidade louca de se comunicar.


Precisamos falar.
Precisamos falar, escrever, botar pra fora.

"Formatar" o Arch Linux sem formatar: remover tudo e só deixar os pacotes ultra-essenciais

Se você não está sentindo mais confiança no seu Arch, seja por mau uso (fez besteira em arquivos críticos), troca de placa de vídeo e/ou mudança de hardwares gerais, tem receio de ficar algum resquício de configuraçãozinha que atrapalhe a performance do sistema, quer manter configurações estruturais (como dm-crypt/LUKS) e acha que uma boa saída seria formatar mas tem preguiça? Essa é a postagem pra você.


Vamos utilizar o magnífico recurso de remover tudo (exceto os pacotes essenciais) [1] pra deixar o sistema com a cara de recém formatado e tomar alguns devidos cuidados.