Preciso fazer um poema



Minh’alma pequena enxerga um tema,
florescem dilemas, mas nada me vem…
Do nada um suspiro; encontro um papiro.
Num instante Altivo... e tudo advêm.

São tantos os aflitos, tristezas, não-ditos.
É doce o conflito que amarga o desdém.
Por que o profundo não chega no mundo?
O estático é imundo e o inerte também.

Palavras medidas? Espúrias! Regidas!
Se tornam fingidas. Não enganam ninguém.
O ego em seu ísmo perverte o lirismo.
Vaidade é um abismo que nada provém.

Os dias fictícios são como hospícios.
Tome um comprimido que afaga o refém.
Fulgor esvaído... queimado, contido
Tal Sol em solstício que aquece aquém.

Estrofe polida, poesia atrevida,
mensagem esvaída… dissipa e intervêm.
Semente dispersa, regada e aberta
Consciência liberta, por si só se tem.

O verso sentido, orgânico, fluido,
autopropelido; exala e faz bem.
Listado os indícios, escrevo o início.
Arte é o artifício que a Cura detém.

Qual a diferença entre ser radical e ser extremista?

É preciso salientar que as definições que apresento neste texto segue uma lógica oriunda da matemática, etimologia e até da arte. Não sendo, portanto, ainda, consenso por definição clássica.

O dicionário Michaelis define extremismo como:



Podemos observar que, a partir da perspectiva do senso comum, mais uma vez o dicionário está equivocado. Associar extremismo com radicalismo é um erro tremendo, e lhes direi o porquê.

É possível comer ração, ops, fibra?

Certa vez comprei o cereal All-Bran (esse da foto), e, julgando o livro pela capa, meu imaginário associou que o produto que além de ser riquíssimo em fibras era delicioso! A parte da fibra era verdade, entretanto, o gosto era uma catástrofe (pra não escrever desgraça).

Resultado de imagem para all bran cereal

Parecia ração de cachorro, quase vomitei. Tentei usar no suco, na vitamina, com leite em pó, na soda caustica mas o bendito parecia ter pacto com a Nossa Senhora da Bosta Mole e Fedida: contaminava tudo o que tocava. Guardei o maldito na armário esperando que, como vinho, um dia, se tornasse melhor.

Precisamos convidar, ser chatos, e insistentes para que haja adesão nos movimentos sociais.

O Raul Hacker Club passou por uma crise interna seguida de reformulação comportamental recentemente, o coletivo não passava tanto por problemas financeiros e sim de adesão. O interesse das pessoas da cidade pelas atividades, ideologia e ativismo está muito longe do mínimo necessário para o espaço se sustentar.



Sempre as mesmas pessoas, nos mesmos lugares, puxando e pautando coisas; com baixa adesão. É importante salientar que quantidade não é qualidade, entretanto, puxar um evento para uma pessoa ou para zero pessoas, não é interessante; é preciso mudar.

Como esta não é uma postura somente na capital baiana, reflito através das Ciências Naturais para entender o porquê e invoco o comportamento conservador da natureza e a 1ª Lei de Newton como argumentos.

Amadurecimento, consciência, mijar na cama, sonhos, pesadelos e controle.

(este texto é um reflexo de quase quatro anos de terapia psicanalítica)

Estava eu, a brincar com outras crianças em um campo lindo, que de tão esverdeado ser me causava uma sensação de paz tremenda. Em algum momento surgia uma vontade muito grande de mijar, urinar, bater o mijão, exaurir os detritos líquidos do organismo (chame como quiser). Afastei-me das crianças, abri o zíper e ao urinar no sonho eu o fiz na cama toda.



O sucesso humano é avaliado por métodos primitivos.

Aleatoriamente leio um desabafo de uma amiga nas redes sociais: “como assim, a perda de um jogo fez o técnico ser demitido?”, independente de outras nuances que motivaram a demissão do técnico, algo mais profundo foi captado por ela: a sociedade é imediatista, os indivíduos são imediatistas.



O imediatismo é uma postura primitiva por natureza. Se relaciona com a racionalidade a mera luz da ignorância, e o pior: o imediatismo está no futebol, no trabalho, na política, e, consequentemente, em todas as relações sociais.

Por que postura primitiva?

Os laços que nos afetam - os amigos, e os amigos dos seus amigos.

 No filme Na Natureza Selvagem, o jovem Christopher McCandless se rebela contra a família e parte, sem avisar ninguém, para uma aventura pelos Estados Unidos. Coloca fogo em seu dinheiro, abandona o carro e segue pedindo carona, contando com a ajuda de desconhecidos. Seu objetivo é chegar ao Alasca, onde pretende viver a maior das aventuras: ficar, finalmente, sozinho, longe da hipocrisia das pessoas. Chris atinge seu objetivo e chega a uma floresta coberta de neve, onde vive só por semanas.



Tê-la

Ter-te em mim, é ter-me em brasa.
Combustão em corpo e alma,
floreada chama externa.

Ter-te aqui, é ter-me em casa.
No teu peito, existo em calma...
paz em cura, cura interna.

Ter-te assim, é ter-me em causa.
Meu anseio, em ti, espalma
e a volúpia faz-se terna.

Ter-te enfim, é ter-me em valsa.
Rosto em rosto, palma em palma,
e a paixão se faz eterna.

A start job is running for sys-subsystem-net-devices-eth0.device Arch Linux

Se teu computador tá demorando 1 minuto e 30 segundos pra ligar depois de alguma atualização do Arch,

Com o erro: A start job is running for sys-subsystem-net-devices-eth0.device (XXs / 1min 30s)

Tente desabilitar o serviço do DHCP na inicialização.

sudo systemctl disable [email protected]

Aqui funcionou =)


Reencarnação


Em toda dor, há um porquê.
E no porquê, algum sentido.
E no sentir, ensinamento.
E no aprender, evolução.

Há na aflição, um "não querer".
No "não querer"... admitido.
No refletir, clareamento.
No enxergar, evolução.

Há no tormento, o que ocorrer.
Ao malsofrer, do combalido.
Ao combalir, entendimento.
Ao levantar, evolução.

Há na angústia, um "não saber".
Do "não saber"... comprometido.
Do progredir, discernimento.
Do caminhar, evolução.

E há na morte, um socorrer.
No amparar, do assistido.
Ao assistir, renascimento.
Do renascer: reencarnação.

Alice


Lá no alto vejo uma rosa.
Bem no topo da montanha.
Canta a vida! Majestosa!
Abre os olhos? Já se acanha.

Volta ao timbre... flor formosa.
Reluzindo doce em cura.
Quieta, pura, carinhosa,
aduzindo-me à loucura.

Samba, pop, reggae, bossa.
Qualquer música se banha,
na Verdade poderosa,
que comove, com façanha.

Boca em parte, verso em prosa.
Som da mais fina doçura.
Transcedente, milagrosa,
Arte em digna fissura.

Atualização do Arch Linux + Gnome 3 desabilitou toque para clicar do touchpad

Como é de costume, atualizei meu Arch Linux lindo leve e solto, só que, infelizmente, o "tap-to-click" (toque para clicar) parou de funcionar. Isso implica, também, que a opção sumiu do painel de controle do Gnome 3!

A solução basicamente é desinstalar o xf86-input-synaptics e instalar o xf86-input-libinput
sudo pacman -R xf86-input-synaptics
sudo pacman -Sy xf86-input-libinput

Fonte:  https://bbs.archlinux.org/viewtopic.php?id=213795

Viver sem um toque para clicar, nos dias de hoje?
A vida é muito curta para fazermos força ao clicar em algo, dá não.

Jambo Doce



Ao bailar no tango, Outono...
Faço em ti bolero lento.
Em tuas curvas: língua em mambo
faz justiça em prazer pleno.

Quanto ataque, Primavera!
Vibra em grito, por segundo,
treme em gozo, riso em tela...
Cai num súbito profundo.

Corpo em água... fez Verão!
Regozijo oscilante.
Marca a vida na estação,
reconhece um bom amante.

O abraço cura Inverno
Bagunçados cachos flores.
Jambo doce, cheiro terno...
Mais encontros, mais amores.

A história contada nos livros e a verdade absoluta.

O surgimento da história veio da escrita, dos registros (a)temporais, dos "fatos" como prova. Alguns desses "fatos", foram escritos por observadores, testemunhas, pessoas que viveram a época, a história. São por esses que a história é construída.

Ser solidário, partidário ou ser otário?

Ontem, ao pedir um salgado na lanchonete do IM (Instituto de Matemática / UFBA), um velho ao ler o que tinha estampado na minha camisa, perguntou:
– Engenharia popular e solidária? Como assim? Você é cotista?
Respondi sem expressar nenhum julgamento, com um semblante e tom de voz ainda amigável:
– Não, estudei numa deficiente escola particular em Cajazeiras, um dos bairros mais pobres de Salvador, já ouviu falar?



– Já, Cajazeiras virou uma cidade... como assim engenharia solidária? Que engenharia você faz?
– Elétrica. O solidarismo está em levar o conhecimento das engenharias, que é uma área estupidamente elitista, para as favelas... tornar acessível para as pessoas. Principalmente as que mais precisam, torná-la popular e desmistificar...

Neste momento ele interrompeu meu discurso de forma nada educada:
– Você é petista?
– Não, qual a relação disso com o PT?

O Andar do Bêbado: um dos melhores livros que já li na vida.

Muitos meses se passaram, até que hoje, uma quinta-feira de carnaval, eu concluísse um dos melhores livros que já li na vida: O Andar do Bêbado - por Leonard Mlodinow.

Classifico-me como excessivamente lento ao ler determinadas obras. Entretanto esta, em particular, merece ser apreciada e digerida com a calma de quem usa o hashi pela primeira vez. Existe literatura para fazer rir, entreter, distrair, fazer viajar e refletir; O Andar do Bêbado consegue, de uma só vez, fazer tudo isso e mais um pouco.

Algumas anotações sobre aprendizados relevantes oriundos do livro :)

O doce ser na amizade.

Se reclamo desta vida, não reclamo da amizade.
Minha história, tão sofrida: o meu eu, e a tempestade...
sendo aos poucos dissolvida, pelo apoio e a bondade
dos amigos e amigas, que cediam-me sanidade.
Na loucura dividida... riso, ombro, mocidade...
Tantas lágrimas corridas, tanta dor... fragilidade.
Quando não vi a saída, fui guiado com humildade
Tanta angústia foi ouvida com amor e acuidade.
Caminho segue, revolvido. Vida vai, fica saudade.
Anos passam, oprimidos; se restauram na igualdade
do reencontro comovido: é metade com metade.
Do abraço, do sorriso, do fundir a unicidade.
Pensamento transferido? Só se dá com afinidade.
Tudo torna-se entendido, num segundo a lealdade.
Transmimento tão preciso... doce olhar à claridade.
Não se passa pelo ouvido, clama a Luz-mentalidade.
Pelo cosmos foi ungida. Preso estar, por liberdade.
Não é mesmo dessa vida, torna-se-á com infinidade.
Cada “acaso” foi provido pela Luz da eternidade.
Tenho neles a família que perdi na puberdade.
Obrigado, meus amigos. Trago em mim frugalidade.
Agradeço comovido: tanto amor com integridade...
Do carinho, do preciso, da energia a irmandade.
Com vocês, há completude, gratidão e divindade.

Duelo perdido?



Defronte ao monstro, pensei: "E então..."
Segundos fizeram enxergá-lo melhor.
Olhando o terreno, dá até pra fugir.
Pensando melhor... a escolha é encarar.

Avanço alguns passos... a luta começa!
Encaixo o escudo... é firme o bastante.
Seguro em um golpe, seguro em dois.
No três, eu esquivo... poeira se faz!

— Maldita poeira, preciso enxergar!
Escuto os seus passos! Não foi desta vez!
Concentro no golpe... e lanço ao ar.
Tentando... tentado... maldita avidez.

E então, a fadiga...
minha guarda se abriu...
O corte foi fundo!
Que dor! Morbidez!

"— Acaba a sessão"
O tempo desfez.
Aflito, confuso...
"— Até uma outra vez"

Eu deixo o divã com o choro lá dentro,
pois não houve tempo de por para fora.
O monstro, então, se suprime afogado,
com prantos que não sucumbiram, no agora.

Você já assistiu o filme Human?

É de longe, o melhor documentário que já assisti na vida, e acho difícil até o término da minha existência outra coisa conseguir superar.

A força lá contida é capaz de fazer qualquer cabeça, qualquer mente, qualquer cultura, se reavaliar quanto indivíduo, crenças e valores. É um soco no estômago dado com o mais puro e perfeito amor, e pode isso? Assista.

São três filmes, demorei mais de um mês digerindo o primeiro. Assisti o segundo há algumas semanas e não sei quando verei o terceiro.



Ao meu ver, só existem dois tipos de arte: a arte que me toca, e a arte que não me sinto mudar, não sensibiliza. O engraçado, por exemplo no cinema, é que alguns filmes aclamados pela crítica tem meu desprezo; não por serem ruins, mas por eu já ter chegado nele, com o que ele queria passar.

Human é uma obra prima da contemporaneidade, é uma fonte na qual, todo ser humano, deveria beber de tempo em tempo.

Finalmente alguém construiu algo que excede a compreensão humana, uma obra digna dos grandes filósofos, de quem nos fez e faz refletir pra sermos cada vez melhores.

Human é muito mais que um filme, com uma fotografia perfeita, não só do planeta, mas da nitidez abstrata da contradição convicta da nossa condição humana.

Algo pra ser aclamado por esta e pelas próximas gerações. Livre, leve e gracioso, ao nosso alcance, de graça, no YouTube.