Separatividade, preconceito, neurociência e potenciais vulnerabilidades cerebrais

A exploração da "heresia da separatividade", conceito do budismo tibetano que define a ilusão de que nós, seres vivos, e a Natureza (como um todo) são entidades isoladas e desconectadas, é frequentemente explorada por manipuladores em geral na categorização entre o maldito "nós vs. eles", atestada nas dicotomias clássicas entre direita vs esquerda, oriente vs ocidente, norte vs sul e afins.

A estratificação, desigualdade e exploração de classes existem e, claro, precisam ser combatidas, todavia, ceder à prisão da violência - que está na base desse discurso - inevitavelmente gerará uma nova realidade de opressão pois: "quando a educação não é libertadora o sonho do oprimido é virar opressor" (Paulo Freire).

A neurociência tenta caracterizar a separatividade através dos conceitos de "in-group" e "out-group" ("dentro do grupo" ou "fora do grupo", em livre tradução) e a base disso parece estar em prováveis vulnerabilidades cerebrais na relação do inconsciente individual com o social, conforme trecho de "Subliminar - Como o inconsciente influencia em nossas vidas":