Melhor reportagem sobre a morte de Marielle - A METÁSTASE

Ontem me deparei com uma incrível reportagem, feita pelo Jornal Piauí, sobre o assassinato da Marielle Franco, que carregar um nível de detalhe temporal e informativo fora do comum.

Segue copiado e colado:

anais da tragédia brasileira

A METÁSTASE

O assassinato de Marielle Franco e o avanço das milícias no Rio

ALLAN DE ABREU

“Agora é Bolsonaro, porra”, disse o aspirante a deputado Rodrigo Amorim na campanha de 2018, segurando a placa com o nome de Marielle. Ao seu lado, o futuro governador Wilson Witzel
“Agora é Bolsonaro, porra”, disse o aspirante a deputado Rodrigo Amorim na campanha de 2018, segurando a placa com o nome de Marielle. Ao seu lado, o futuro governador Wilson Witzel FOTO_REPRODUÇÃO
No primeiro semestre de 2001, o professor Marcelo Baumann Burgos reuniu 22 alunos do curso de ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro para um estudo sociológico na favela Rio das Pedras, na Zona Oeste da cidade. Pesou na escolha da comunidade, além de seu tamanho – 40 mil habitantes na época e 80 mil hoje –, o fato de ser uma das poucas da capital fluminense sem narcotraficantes. Isso facilitava o trabalho dos pesquisadores e era motivo de elogios da parte de Burgos – o professor chegou a definir Rio das Pedras como “um oásis em meio à barbárie”.